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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Motos de luxo escapam da crise e têm alta de vendas




Enquanto o setor de duas rodas (motos, bicicletas e similares) enfrentou demissões, redução na produção e queda nas vendas, o segmento de motos acima de 500 cilindradas e de luxo não tem queixas. Esse nicho representa 2,3% do mercado de duas rodas no Brasil.

De janeiro a abril, as vendas de motos da BMW (de 500 ou mais cilindradas) cresceram 80% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 2.403 emplacamentos nos quatro primeiros meses.

Rolf Epp, diretor da BMW Motorrad Brasil, diz que um dos modelos de maior destaque nas vendas é a BMW F 800 GS, uma moto preparada para terrenos off-road e equipada com motor de dois cilindros paralelos, vendida por cerca de R$ 43 mil.
 
"A BMW Motorrad é a marca premium líder em vendas no Brasil. Já somos o sétimo mercado mundial. Nossa meta para este ano é superar 6.000 motocicletas comercializadas", diz Epp. "Dessa forma, o Brasil vai chegar ao G6, o sexto mercado mundial."
 
Segundo o executivo, o crédito está mais flexível e permite que mais consumidores se interessem por produtos nessa faixa de preço.
 
O advogado Marcelo Gracco comprou recentemente um modelo F 800 GS, na faixa dos R$ 43 mil. "Optei por esse modelo porque gosto de fazer trilha aos finais de semana e também posso usá-la durante a semana para trabalhar", afirma ele.
 
Claudio Conte, gerente comercial da Caltabiano BMW Motorrad, diz que os mais interessados nesse tipo de modelo são profissionais liberais na faixa de 30 anos.
 
AUMENTO DE IPI
 
Na semana passada, o governo decidiu proteger os fabricantes de motocicletas instalados na Zona Franca de Manaus (ZFM) e aumentou o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre os artigos fabricados fora do país ou fora de Manaus.

No primeiro quadrimestre ocorreram 8.700 demissões no polo industrial de Manaus, e o setor de duas rodas (motos, bicicletas e similares) respondeu por 35% das demissões na Zona Franca, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas.
 
Os produtos fabricados fora do país ou fora de Manaus terão alíquota de IPI elevadas a partir de 1º de setembro (motos, ar-condicionado e micro-ondas).
 
As motos com até 50 cilindradas passam a pagar 35% de IPI, ante 15% atualmente. Acima de 50 cilindradas, o aumento foi de 25% para 35%, a partir de setembro.
 
José Eduardo Gonçalves, diretor da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), afirmou que a medida deve impulsionar a instalação de novas fábricas de motos na Zona Franca de Manaus e criar mais empregos na região.

"Esse aumento não vai afetar nosso preços. As motos CKD (G 650 GS, G 650 GS Sertão, F 800 R e F 800 GS) não pagam IPI [são montadas na Zona Franca de Manaus] e as nossas importadas já estavam com alíquota de 35%", diz o diretor da BMW Motorrad Brasil.

Fonte: Folha.com

domingo, 17 de julho de 2011

A importância de uma mota regulada



Essa semana tive uma experiência que só me comprovou o que sempre tive em mente, uma moto tem que estar sempre regulado, com  a manutenção em dia.
Ao instalar um escapamento esportivo de 3 polegadas, tive a surpresa que a moto na desacelaração dava aqueles famosos "pipocos". O ronco do escapamento é lindo, grave e dá uma segurança bacana porque os motoristas conseguem me ouvir de longe, mas os pipocos estavam me matando. Cada estouro que dava parecia que estavam dando um tiro do lado minha orelha.
Pesquisando na internet e falando com amigos descobri que o problema dos pipocos poderiam se resolvido desativando o "catalisador" da moto. Tá bom, tá bom, sei que isso não é nada ecológico, porque o catalisador é feito para diminuir a emissão de CO2.
Na primeira viagem que fiz com essa configuração da moto tive uma surpresa, a moto entrou na reserva 60 quilômetros antes da média. Quase cai de costas, fez 10 KM/Litro. Parecia que estava andando em um Opala 6 cilindros de 2 rodas.
Pensei comigo, acho que fiz algo que não deveria. Na semana seguinte, encostei a moto na oficina e expliquei o que tinha feito na moto. Ele me falou que iria fazer a carburação dela e ajustar a mistura. Conversando com ele, e pesquisando na internet, descobri que o catalisador da moto segura o fluxo do ar, ou seja, manda para o carburador a quantidade de ar com o qual ele está regulado para funcionar. Quando eu desativei o catalisador o fluxo de ar ficou mais solto, fazendo com que mais ar entrasse na câmara de combustão, fazendo com que assim mais gasolina entrasse para queimar, e consequentemente aumentou o consumo da moto.
Ontem, sábado, peguei a moto e fui dar uma volta para experimentar a nova carburação. Show, a moto abriu reserva bem acima da média, o consumo foi para 16,50 KM/Litro.
Fiquei feliz que consegui resolver os meus problemas fazendo uma manutenção básica que é o que deve ser feito de tempos em tempos nas nossas motos.